Subsídio para quem não precisa não é justiça energética.

Subsídios são uma espécie de ajuda financeira criada por lei para impulsionar setores econômicos em desenvolvimento. No início da Geração Distribuída (GD), os subsídios foram fundamentais para impulsionar o novo modelo, mas com a evolução do mercado e a queda no preço dos painéis solares, manter esses incentivos passou a gerar distorções, aumentando a conta de luz de todos os consumidores, inclusive dos mais vulneráveis, para beneficiar uns poucos. Para se ter uma ideia, de uma conta de luz de R$ 100 paga em 2025, 4,05% eram custos com subsídios da Geração Distribuída.

Este subsídio cruzado amplia a desigualdade social e compromete a sustentabilidade do setor elétrico brasileiro.

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Você sabia?

Estima-se que até 2031, se o modelo atual não for ajustado, os consumidores sem geração própria pagarão cerca de R$ 55 bilhões a mais em suas contas de luz.

Nasce o movimento Energia Justa

Somos um movimento que defende uma transição energética equilibrada, onde todos possam se beneficiar das energias renováveis sem criar novas desigualdades, garantindo equilíbrio para quem gera, segurança para quem distribui e igualdade para quem consome.​

Remuneração justa pela rede

Todos os usuários da infraestrutura elétrica devem contribuir proporcionalmente para sua manutenção e expansão, garantindo a sustentabilidade do sistema.

Tarifas acessíveis para todos

Defendemos um modelo tarifário que não sobrecarregue nenhum grupo de consumidores, especialmente os mais vulneráveis economicamente.

Inclusão social na transição

A transição para energias renováveis deve beneficiar toda a sociedade, com políticas que promovam o acesso universal às novas tecnologias.

Energia limpa, sim. Subsídio cruzado, não.
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O que você precisa saber

O que é Geração Distribuída

É quando o consumidor também produz energia elétrica, geralmente por meio de paineis solares instalados em casas, comércios ou terrenos.

Inversão de fluxo na rede

Na Geração Distribuída, se a energia produzida não for consumida no local onde é gerada, tudo o que sobra é injetado de volta na rede elétrica. Se muitos consumidores injetarem energia sem planejamento, isso pode provocar sobretensão, desequilíbrio de fases e até danos a equipamentos da distribuidora e dos consumidores.

Impactos tarifários do modelo atual

O sistema atual concede subsídios para os prosumidores (consumidores que produzem energia, como a solar, por exemplo) e os custos desses benefícios são pagos na conta de luz de todos os consumidores.

O que é curtailment?

É a restrição ou redução intencional da geração de energia elétrica, mesmo quando há capacidade técnica disponível para gerar mais. Ocorre quando há excesso de oferta ou limitações da rede elétrica.

Notícias e conteúdos educativos

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O Globo

O dia em que o setor elétrico passou perto de um colapso

'Excesso' de energia solar e leilões parados no governo criam risco para o sistema.

18/08/2025

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Portal Gov.BR

MME discute aprimoramentos no setor da micro e minigeração distribuída

Durante reunião foi discutida a inserção do tema nos atuais desafios do sistema elétrico brasileiro.

06/08/2025

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Megawhat

Análise do curtailment na GD deve ser finalizada em agosto, diz Aneel

O assunto acabou levando mais tempo de análise após o debate sobre o avanço, ou não, dos cortes na modalidade...

23/07/2025

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Agência Infra

Curtailment: ONS quer evitar colapso do sistema com operação da geração...

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) defende o aprimoramento regulatório e tecnológico para que seja possível...

19/06/2025

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Perguntas Frequentes

O que é e como funciona a geração distribuída (GD)?

A Geração Distribuída é a produção de energia elétrica próxima aos pontos de consumo e geralmente oriunda de fontes renováveis como solar, eólica, biomassa ou pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). De acordo com dados divulgados pela ANEEL em março de 2025, o país ultrapassou 3,5 milhões de unidades consumidoras de GD (micro e minigeração).

É possível zerar a conta de luz?

Pode diminuir a conta de luz, mas mesmo que gere 100% da energia consumida, ainda há custos fixos, como a taxa de uso da rede, impostos e taxas contributivas destinadas aos órgãos públicos.

Então mesmo quem tem paineis solares continua ligado à rede elétrica, mantendo a relação com as distribuidoras?

Sim, já que a GD é conectada à rede das distribuidoras. E a energia do sol é usada durante o dia. Se não for suficiente, ou quando não há geração solar, a rede elétrica fornece o que for necessário, caso não existam sistemas de armazenamentos.

Há pontos negativos na Geração Distribuída?

Há alguns pontos negativos na Geração Distribuída. Os principais são:

• Dependência de condições climáticas: fontes como solar e eólica não produzem energia o tempo todo porque dependem de condições naturais que variam, como o sol ou o vento.
• Desafios técnicos (manutenção da segurança e confiabilidade da rede devido ao excesso de geração) e operacionais (imprevisibilidade da carga e necessidade de corte da geração centralizada).
• As isenções tarifárias referentes ao uso da rede e de encargos setoriais para os usuários de GD geram custo adicional para os demais consumidores que não têm esse sistema.

A Geração Distribuída funciona durante apagões?

Na maioria dos casos, a Geração Distribuída não funciona durante apagões. Sistemas conectados à rede desligam automaticamente por segurança quando há falta de energia (a menos que tenham baterias e inversores específicos para operar fora da rede).

A Geração Distribuída é 100% livre de impactos ambientais?

Não. A Geração Distribuída é uma energia limpa, de fontes renováveis, mas a produção de paineis solares, torres eólicas e baterias envolve extração de minerais e processos industriais

O que é a inversão de fluxo (ou fluxo invertido) em redes elétricas e qual sua relação com a GD??

O fluxo invertido ocorre quando a energia elétrica passa a fluir na direção oposta ao fluxo tradicional (da maior para a menor tensão). Geralmente acontece porque a energia gerada e injetada na rede por sistemas de GD é maior do que o que está sendo consumido naquele momento. Simplificando: é quando a energia vai da sua casa para a rede elétrica, ao contrário do que normalmente acontece.

Quais são as causas mais comuns da inversão de fluxo?

As causas mais comuns da inversão de fluxo estão ligadas à expansão de sistemas de GD, como os painéis de energia solar instalados em residências, comércios, indústrias ou pequenas usinas de geração. Quando esses sistemas geram mais energia do que o local consome, o excedente é injetado na rede elétrica.

A inversão de fluxo, ou fluxo invertido, é um problema? Pode causar falta de luz?

Sim, a inversão de fluxo pode contribuir para interrupções no fornecimento de energia e causar problemas elétricos e energéticos. Os problemas elétricos mais comuns são variações de tensão e desbalanceamento de fases. Isso pode levar a perda da qualidade no fornecimento e até a queima de equipamentos eletrônicos. Além disso, a sobrecarga pode diminuir a vida útil dos equipamentos da rede da distribuidora. A energia excedente pode provocar o desligamento de usinas mais eficientes e de menor custo de geração, causando o risco potencial de aumentar a tarifa paga pelos consumidores.

Eu preciso me preocupar com a inversão de fluxo?

Se você é um consumidor conectado à baixa tensão, com geração solar instalada na sua casa de forma bem dimensionada, ou seja, com capacidade de geração proporcional ao seu consumo, na maioria dos casos você não precisa se preocupar com o fluxo invertido. Mas em regiões com alta concentração de geração solar ou baixa demanda, se você gera mais energia do que consome e injeta esse excedente nas redes de distribuição, sua MMGD pode contribuir para problemas de tensão, desbalanceamento de fases e sobrecarga na rede. Por isso, é importante ter um sistema de geração bem dimensionado, cujo projeto tenha sido aprovado pela distribuidora para evitar causar problemas que irão prejudicar os demais consumidores.

O que é curtailment (restrição de geração de energia)?

Curtailment é a redução intencional da geração de energia elétrica, mesmo quando há capacidade técnica disponível para gerar mais. Ocorre quando uma usina de energia é impedida de gerar toda a eletricidade que poderia produzir por limitações da rede elétrica ou por excesso de oferta em relação à demanda.

Quais são as principais causas do curtailment (restrição de geração de energia)?

O curtailment pode ocorrer por limitações da rede (quando a infraestrutura de transmissão não consegue transportar toda a energia gerada até os centros de consumo); por excesso de geração em relação à demanda; por restrições operacionais e regulatórias (quando, por razões técnicas ou regulatórias, certos geradores são priorizados ou limitados). Por exemplo: imagine que uma usina possa gerar 100 MW, mas em determinado momento do dia essa geração seja superior à demanda. Então ela é instruída pelos órgãos responsáveis pela gestão do sistema elétrico a produzir 70MW. Os 30 MW não gerados são o curtailment, ou o volume da restrição de geração de energia.

Curtailment é bom ou ruim?

Depende. Para o meio ambiente, o curtailment pode ser ruim, porque desperdiça energia limpa. Para o sistema elétrico, ele pode ser necessário porque evita sobrecarga ou instabilidade. Por isso, é importante ter um planejamento rigoroso para a transição energética, de forma que a geração de energia atenda a demanda, evitando assim o desperdício e a sobrecarga da rede.

Quais são os impactos do curtailment (restrição de geração de energia)?

O curtailment tem impactos econômicos (prejuízo para os geradores que não podem vender toda a energia que têm capacidade de produzir), ambientais (perda de energia limpa que poderia substituir fontes fósseis) e técnicos (exige adequações no planejamento da geração de energia).

Existe uma solução para acabar ou diminuir os impactos do curtailment (restrição de geração de energia)?

Quando a geração é superior ao consumo, não há alternativas ao curtailment a não ser o aumento do consumo ou o armazenamento. Caso contrário, o corte de geração é fundamental para não provocar um desequilíbrio na rede. É possível pensar em alternativas de eletrificação da economia, que propicia um aumento do consumo. Outra alternativa são sistemas de armazenamento de energia para que não seja necessário restringir a geração.

O curtailment atinge apenas as geradoras de eólica e solar?

Não. Se houver a entrada de muita energia solar e eólica quando o sistema já está abastecido, o ONS pode determinar que a geração das hidrelétricas seja reduzida para evitar sobrecarga.

O curtailment está acontecendo no Brasil? É um fenômeno exclusivamente brasileiro?

Sim, o curtailment está acontecendo no Brasil, principalmente em regiões com grande geração renovável, quando há sol ou vento em excesso e a rede não consegue transportar toda a energia. Atualmente, vários países com grande concentração de energia renovável convivem com os cortes de geração. Os exemplos mais citados são os da Califórnia e da Austrália, sendo que esta última tem experimentado profundos cortes de geração renovável, especialmente solar.

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